Eu dedico esse texto a todos aqueles que recusaram a pílula
vermelha.
Qual não foi a minha
surpresa ao ler nas redes sociais comentários indignados de católicos com a
falta de respeito com o processo de escolha do papa. Fiquei pensando, “eles
teriam razão?” e, depois de uma noite mal-dormida, constatei de que porque você
dá sua opinião acalorada não faz de você
com mais razão do aquele que usa o riso para expressar sua opinião ou até a
descrença. Primeiro haverá sempre uma
forma de ri de si ou dos outros, é fato. Segundo, também está inserido o
respeito à opinião do incrédulo,e terceiro muitos que comentaram sobre o
processo de escolha do papa não se colocaram como evangélicos, espíritas ou
ateus, mas se posicionaram como historiadores, filósofos, educadores, pessoas
críticas e atentas a esse processo. É
claro que preocupa a todos nós, cristãos ou não, a escolha do líder religioso
de uma das três maiores religiões do mundo. Ironias à parte, tipo assim “também
tem uma fumacinha aqui”, as críticas surgiram por uma necessidade histórica de
se pronunciar, por uma curiosidade que acompanha o homem desde que teve um
tempinho para pensar.
Portanto, é natural
que venham críticas sim e de que se procure saber quem é o homem por
trás da tradição, não é certo que devemos vigiar e orar? Para muitos, parece,
só coube orar. Esqueceram de vigiar, de duvidar. Não é certo também que a
bíblia fala em falsos profetas? Quem pode afirmar que um desses falsos profetas
não estejam no seio da Igreja? E quando falo em Igreja me refiro de forma
geral: cristã, islâmica,etc e tal. O certo é que, historicamente, a cúpula das
igrejas sempre tiveram do lado dos mais fortes, não por coincidência de que o
Vaticano se tornou um Estado independente por um obra de um tratado de
Mussolini e quem foi Mussolini na história? Um fascista.
Eu não me preocuparia tanto com as brincadeiras, e sim, como
bom cristão, que devo vigiar e orar, saber quem é esse que irá liderar o
rebanho.
Vocês falam de respeito, sim respeito àquele que vigia,
respeito àquele que discorda, respeito àquele que teme pelo rumo dessa charrete
desgovernada que é a humanidade. Ah, mais a fumacinha saiu guiada pelo Espírito
Santo, é essa tradição,destituída de significados diante dos erros e
atrocidades cometidos por grandes líderes que originam o riso, porque “o riso
também conta a história”, é a voz do bufão que se contrapõe, à ordem, é sábio
também escutar o bufão, o avesso, o nonsense. Pois sendo ele a voz que
eu não quero escutar, pode ser traga alguns questionamentos que eu não me
permiti fazer. Portanto, vamos sim respeitar às diferenças e os diferentes,
inclusive o que duvida.