quinta-feira, 14 de março de 2013

Oh admirável mundo novo!


Eu dedico esse texto a todos aqueles que recusaram a pílula vermelha.
Qual  não foi a minha surpresa ao ler nas redes sociais comentários indignados de católicos com a falta de respeito com o processo de escolha do papa. Fiquei pensando, “eles teriam razão?” e, depois de uma noite mal-dormida, constatei de que porque você dá sua opinião  acalorada não faz de você com mais razão do aquele que usa o riso para expressar sua opinião ou até a descrença.   Primeiro haverá sempre uma forma de ri de si ou dos outros, é fato. Segundo, também está inserido o respeito à opinião do incrédulo,e terceiro muitos que comentaram sobre o processo de escolha do papa não se colocaram como evangélicos, espíritas ou ateus, mas se posicionaram como historiadores, filósofos, educadores, pessoas críticas e atentas a esse processo.   É claro que preocupa a todos nós, cristãos ou não, a escolha do líder religioso de uma das três maiores religiões do mundo. Ironias à parte, tipo assim “também tem uma fumacinha aqui”, as críticas surgiram por uma necessidade histórica de se pronunciar, por uma curiosidade que acompanha o homem desde que teve um tempinho para pensar.
Portanto, é natural  que venham críticas sim e de que se procure saber quem é o homem por trás da tradição, não é certo que devemos vigiar e orar? Para muitos, parece, só coube orar. Esqueceram de vigiar, de duvidar. Não é certo também que a bíblia fala em falsos profetas? Quem pode afirmar que um desses falsos profetas não estejam no seio da Igreja? E quando falo em Igreja me refiro de forma geral: cristã, islâmica,etc e tal. O certo é que, historicamente, a cúpula das igrejas sempre tiveram do lado dos mais fortes, não por coincidência de que o Vaticano se tornou um Estado independente por um obra de um tratado de Mussolini e quem foi Mussolini na história? Um fascista.
Eu não me preocuparia tanto com as brincadeiras, e sim, como bom cristão, que devo vigiar e orar, saber quem é esse que irá liderar o rebanho.
Vocês falam de respeito, sim respeito àquele que vigia, respeito àquele que discorda, respeito àquele que teme pelo rumo dessa charrete desgovernada que é a humanidade. Ah, mais a fumacinha saiu guiada pelo Espírito Santo, é essa tradição,destituída de significados diante dos erros e atrocidades cometidos por grandes líderes que originam o riso, porque “o riso também conta a história”, é a voz do bufão que se contrapõe, à ordem, é sábio também escutar o bufão, o avesso, o nonsense. Pois sendo ele a voz que eu não quero escutar, pode ser traga alguns questionamentos que eu não me permiti fazer. Portanto, vamos sim respeitar às diferenças e os diferentes, inclusive o que duvida.

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