quinta-feira, 25 de abril de 2013


Questões de Vestibular sobre Francis Bacon e Galileu Galilei


Francis Bacon

1)(UEL-2004) “Que ninguém espere um grande progresso nas ciências, especialmente no seu lado prático, até que a filosofia natural seja levada às ciências particulares e as ciências particulares sejam incorporadas à filosofia natural. [...] De fato, desde que as ciências particulares se constituíram e se dispersaram, não mais se alimentaram da filosofia natural, que lhes poderia ter transmitido as fontes e o verdadeiro conhecimento dos movimentos, dos raios, dos sons, da estrutura e do esquematismo dos corpos, das afecções e das percepções intelectuais, o que lhes teria infundido novas forças para novos progressos.” (BACON, Francis. Novum Organum. Trad. de José Aluysio Reis de Andrade. 4.ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 48.)
Com base no texto, é correto afirmar que Francis Bacon:
a) Afirma que a única finalidade da filosofia natural é contribuir para o desenvolvimento das ciências particulares.
b) Defende que o que há de mais importante nas ciências particulares é o seu lado prático.
c) Propõe que o progresso da filosofia natural depende de que ela incorpore as ciências particulares.
d) Constata a impossibilidade de progresso no lado prático das ciências particulares.
e) Vincula a possibilidade do progresso nas ciências particulares à dependência destas à filosofia natural.
2) (UEL-2005) “[...] Aristóteles estabelecia antes as conclusões, não consultava devidamente a experiência para estabelecimento de suas resoluções e axiomas. E tendo, ao seu arbítrio, assim decidido, submetia a experiência como a uma escrava para conformá-la às suas opiniões”. (BACON, Francis. Novum
Organum. Trad. de José Aluysio Reis de Andrade. 4. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 33.)
Com base no texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a interpretação que Bacon
fazia da filosofia aristotélica.
a) A filosofia aristotélica estabeleceu a experiência como o fundamento da ciência.
b) Aristóteles consultava a experiência para estabelecer os resultados e axiomas da ciência.
c) Aristóteles afirmava que o conhecimento teórico deveria submeter-se, como um escravo, ao
conhecimento da experiência.
d) Aristóteles desenvolveu uma concepção de filosofia que tem como conseqüência a desvalorização da
experiência.
e) Aristóteles valorizava a experiência, por considerá-la um caminho seguro para superar a opinião e atingir o conhecimento verdadeiro.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Os modernistas de 22



A Poética Brasileira, desde a emancipação do Brasil de Portugal, tem um de seus traços a busca de uma identidade nacional. Vários foram os escritores que se debruçaram sobre a questão em seus projetos estéticos José de Alencar, Gonçalves Dias, Lima Barreto, Mário de Andrade. Tais escritores construíram, ao longo do tempo, o que podemos chamar de brasilidade.
Tais projetos estéticos, por vezes, incorreram num projeto ufanista ou folclórico da terra brasileira. “ Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá. As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá.”(Gonçalves Dias). No entanto, não podemos deixar de observar uma trajetória de busca da liberdade criativa da Língua Portuguesa em solo brasileiro.
A Semana de Arte Moderna foi ponto e projeto fundamental para tal empreitada, passado um século de independência do Brasil, os modernistas de 22 fizeram um balanço da emancipação de nossa cultura e perceberam que ainda estávamos muito dependentes do outro sem constituir uma cultura brasileira, de fato.
Sem deixar de reconhecer a importância de escritores como José de Alencar e seu projeto de nacionalidade(é de Mário de Andrade a frase “José de Alencar, meu irmão”). Os escritores do Movimento de 22 se colocaram como destruidores de uma Literatura de “olho no Castilho” e deram condição para aventuras literárias como a prosa mágica de Guimarães Rosa, a poesia métrica de João Cabral de Melo Neto e a poesia bem-humorada de Nicolas Behr.
O momento é breve para explanação mais detalhada dos caminhos seguidos em prosa, poesia, ficção; desde o Movimento de 22 à poesia marginal da década de 70 e as aventuras literárias da atualidade. Mas, podemos balizar que o Modernismo libertará a Língua Brasileira dos preciosismos linguísticos para que a literatura possa embrenhar-se no mundo da linguagem com total liberdade, degustando de outras culturas, de outros movimentos , sempre na ideia de temperar a nossa Poética. “Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.” (Oswald de Andrade)
Nesse degustar de novas culturas é que surge a Poética brasileira atual,  bastante devedora dos projetos estéticos de Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Desde A Semana de Arte Moderna, vários foram os grupos que se propuseram a criar uma estética da Literatura Brasileira: O romance regional de 30, a prosa intimista de 45, o Concretismo de 56, as vanguardas de 70, a poesia alternativa de hoje. Alguns desses movimentos se contraporiam como as Vanguardas de 70 e à Geração de 45, mas o certo é que todos, sorveram da Poética de Mário de Andrade e Oswald de Andrade, mesmo que indiretamente.
Nos experimentos da linguagem poderíamos dizer que Mário foi a nossa lua, sombrio e preocupado de ser bem brasil , mas não tão pau-brasil; Oswald é o nosso sol disposto a criar sem temor aos mitos passados, devorador do outro. Compará-los não é tarefa fácil, pois comparações, geralmente, são injustas por incorrermos no erro de apreciar um em depreciação do outro e, também, porque ambos não se impuseram limites para fazer da arte um movimento de “adesão profunda aos problemas da nossa terra e da nossa história contemporânea.” (CÂNDIDO: 2001, P. 11)
É traço marcante do Modernismo que o Movimento nunca tenha se definido como uma escola literária, sendo seu maior traço a própria liberdade dos escritos. O contexto, portanto, dificulta definições, conceituações e comparações entre seus maiores expoentes: Mário de Andrade e Oswald de Andrade. O que se pretende, no presente trabalho, é mais refletir sobre a decisiva participação dos mesmos para um momento ímpar da Literatura Brasileira do que propriamente compará-los. “De fato, nenhum outro momento da literatura brasileira é tão vivo sob este aspecto, nenhum outro reflete com tamanha fidelidade, e ao mesmo tempo com tanta liberdade criadora, os movimentos da alma nacional.” (Op.Cit., P. 11)
Em seu livro de estréia Paulicéia Desvairada, Mário de Andrade tenta representar a tensão entre o eu moderno e a cidade moderna em linguagem nova, o livro quase um evangelho estético do Modernismo nem sempre foi feliz em sua intenção, mas soube reunir os poetas mais jovens e entusiasmá-los  a tentar renovar a Poética em língua brasileira,
Inspiração
São Paulo! Comoção de minha vida
Os meus amores são flores feitas de original....
Arlequinal!...Traje de losangos...Cinza e ouro...
Luz e bruma...Forno e inverno morno...
Elegâncias sutis sem escândalos, sem ciúmes...
Perfumes de Paris...Arys!
Bofetadas líricas no Trianon...Algodoal!...

Segundo o João Luiz Tafetá “a passagem de toada a objetividade à subjetividade é perturbada pelo movimento incessante entre a Paulicéia e o desvairado trovador arlequinal.”(20??: p. 62) Caracterizado no poema acima.
Paulicéia Desvairada ainda guarda em sua escritura as dissonâncias entre o eu e a cidade moderna que com a maturação de sua escritura se equilibrará causando um bonito efeito poético
Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

A preocupação pelo nacional, o olhar observador e preocupado com a urbanização de sua cidade também persiste em sua obra, vejamos um trecho do poema A meditação sobre o Tietê(1945)

Novas ruas abertas e a falta
De habitações e
Os mercados?...E a tiradeira de Cristo!...
Tu és demagogia. A própria vida abstrata tem vergonha
De ti em tua ambição fumarenta.

Mário de Andrade havia presenciado a esperança da Era Vargas e a decepção com o Estado Novo, as poesias dele acompanham o processo histórico, em a poesia supracitada João Luís Tafetá comenta que o mesmo faz paródia com o discurso dos demagogos, imitando a retórica dos demagogos até torná-lo ridículo. Ser moderno não é esquecer a tradição, mas usurpá-la, tirar outros significados de uma mesma linguagem, para Mário “A redundância de significado, compensada pela multiplicação dos significantes, revela uma inclinação à explicitação progressiva do sentido;...”(TAFETÁ IN BOSI:20??, p.69) Há em Mário de Andrade a vontade de escrever em linguagem nova que confronta o eu, ainda em linguagem subjetiva, e a cidade que se quer moderna.
À guisa de conclusão deixemos que o próprio Mário argumente em que “o defeito é uma circunstância de beleza.”(Mário de Andrade, 1924). Já em seu Prefácio Interessantíssimo Mário de Andrade diz:
Leitor:
Está fundado o Desvairismo

Ele converte as palavras, para anunciar um novo momento brasileiro cotidiano, prosaico, multicultural e com o tempo tais intenções irão se aperfeiçoar permitindo que eu poético da poesia mário-andradina reuna de forma equilibrada e contida os postulados modernistas
Eu sou Trezentos
Eu sou trezentos, sou trezentos
e cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
Ôh espelhos, ôh pirineus! Ôh caiçaras!
Si um deus morrer, irei no Piauí
buscar outro!
(1929)
Poemas da Amiga
                                    A Jorge de Lima
A tarde se deitava nos meus olhos
E a fuga da hora me entrega abril,
Um sabor familiar de até logo criava
Um ar, e não sei por que te percebi.
                                                          (1929/1930)

Os poemas supracitados fazem parte de sua produção do final dos anos 20 e guarda o ar coloquial ao mesmo tempo se representa num eu lírico expressivo de suas emoções e reflexões.
Já se Mário de Andrade preferiu viajar pelo Brasil e ser um quase pau-brasil, Oswald de Andrade, por opções estéticas, seria o próprio devorador do outro numa proposta de uma total remodelação da Literatura Brasileira. Para tanto, fez-se necessário uma total convicção de construir um outro momento, daí Oswald ter se destacado nas Letras brasileiras como um espírito polêmico e inquieto. Daí, também, a comparação que fiz de ambos como a lua e o sol, Oswald não temeu ir para Paris para conhecer o Brasil. Uma proposta que Mário achou temerária, Oswald a sorveu consciente de que não poderíamos ignorar as influências estrangeiras, mas que deveríamos saber antropofagir, com uma estética do devir brasileiro.
Nessa sua tentativa de um devir brasileiro, podemos colocar que Oswald assumiria uma posição mais radical do que Mário de Andrade. Mas, como já dissemos o próprio Movimento de 22 nunca se colocou como uma proposta estética uma se fragmentando em vários outros movimentos.
Assim, Oswald de Andrade junto com Raul Bopp e Antônio Alcântara Machado, fundam o movimento nativista Pau-Brasil(1924) e posteriormente o Manifesto Antropófago(1928)

Movimento Antropófago
Tupi or not Tupi, that is the question.
Contra todas as catequeses. E contra
A mãe dos Gracos.
Haroldo de Campos caracteriza a poesia de Oswald de Andrade como uma poesia da radicalidade(Prefácio do livro Pau-Brasil), no sentido em que a raiz é a própria linguagem e ele a transforma em quase um anti-verso
AMOR
HUMOR



Sem incorrer em comparações reducionistas, a vontade de eliminar da Língua Brasileira a “eloqüência balofa e roçagante” o levou a opções estéticas mais radicais que Mário de Andrade e a uma despojada, sincopada e sintética poesia

A alegria é a prova dos nove

Ao que podemos identificar como traço fundamental de sua poesia e influenciaria as Vanguardas de 70 e daria ao verso atual um quê de casualidade e minimalismo.  Um passeio intertextual pela Poética Brasileira.
Não fale, amor. Cada palavra, um beijo a menos.
Dalton Trevisan

falta uma letra na v_da
falta uma pedra no caminho

CONCLUSÃO
Embora não tenha aqui a intenção de refutar a crítica de Haroldo de Campos, penso  que a incompreensão e o espanto diante da poesia de Oswald de Andrade teria sido muito maior se não houvesse no mesmo panorama literário a poesia de Mário de Andrade.
Ainda pouco compreendido e de difícil estudo, O Movimento de 22 se propõe a ser um movimento de ruptura, porém, até na ruptura é necessário um processo introdutório para que o leitor se leia naquele movimento, é a sensação de estranhamento muito freqüente no discurso pós-moderno[1]que impede ao leitor mais desavisado se ler em tais escritos. É certo que a idéia era acabar com toda “eloqüência balofa e roçagante,” mas como o próprio Oswald de Andrade coloca coube ao nosso “poeta futurista” abrir caminhos para que jovens como Manuel Bandeira e para que o próprio Oswald de Andrade quisesse “Transformar a palavra em outra coisa que não seja a lógica da própria palavra.”
Desse modo, ambos tiveram papéis fundamentais para que o leitor contemporâneo possa rir com os mesmos ou vislumbrar um novo momento para a Poética Brasileira.
Fazenda
O mandacaru espiou a mijada da moça
Oswald de Andrade
O Poeta come Amendoim
Noites pesadas de cheiros e calores amontoados...
Foi o sol que por todo o Brasil
Andou marcando de moreno os brasileiros.
Mário de Andrade






[1] É certo também que a poesia moderna e o  movimento Antropófago se propõe a construir um diálogo em de quebra da idéia linear da História e da própria escritura. No entanto, não há escrita ex-nihilo, ambos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade procuraram criar uma nova estética artística a partir da representação que faziam do mundo que os rodeava. Nesse sentido Mário de Andrade se ateve mais ao Brasil, enquanto Oswald de Andrade soube interagir com o outro e devorá-lo, já Mário devorou mais a si  mesmo. 

domingo, 14 de abril de 2013

Chove lá fora e aqui...


Chove lá fora e aqui...

Estava chovendo lá fora, uma chuva de verão, inesperada e torrencial. A sala na penumbra da quase noite tornara-se escura, era seu primeiro dia. Tinha batalhado tanto para estar ali e agora queria ir embora, mas a chuva não lhe deixara outra opção a não ser entrar.
-E os outros?- Perguntara
-Não vieram, acho que por causa da chuva- Um sorriso amarelo.
-Mas tem nada não, podemos ser só nós dois, já que você está aqui. Nossa que chuva, você está tremendo, vou buscar uma toalha.
Assim, falando aos atropelos, enquanto passava uma toalha por seu corpo, toque quase sem querer, sobressalto, constrangimento, será que ele sabia, não ele não podia saber, ninguém sabia, só eu. E o que eu sabia? Eu nada sabia. Só eu todos os dias, sem saber quem era, o que eu era, sonhos, um deles está ali. Difícil fora convencer seu pai.
-Mas pai é na Igreja, aulas de violão, nem na igreja eu posso ir?
- Frescura, vai estudar! Aprender violão, dá dinheiro? Dá nada!-  Assim era meu pai, durão, queria que eu me formasse, um canudo. Eu sonhava com outras coisas, música, poesia, amor, mas eu também não me entendia, baboseiras.
-E aí, vamos começar?-disse ele
Voltara  à realidade.
- Vamos para o salão paroquial, é melhor, ajeitei uns bancos e uma mesinha para a turma! – Falou em tom amigável, ele era sempre assim brincalhão, amigo, ajudava a todos, tão jovem, bonito, por que ser padre? Por que não? Todos os padres foram jovens um dia, foi o que ele respondeu, certa vez.
Foram ao salão, no cantinho havia uns bancos mais altos, sentei num deles sem ânimo. Preso a esse compromisso, podia ir embora, por que não? Mas não tinha motivos.
- Vamos aprender primeiro os nomes das cordas, a primeira é mi-  dedilhou o violão.
Entregou-me o violão, tentava colocar minhas mãos nas cordas do violão, tentei seguir suas orientações, mas tudo tão difícil, por que os outros não estavam ali? Só conseguia sentir o pelo dele enroscado ao meu, meu corpo jovem respondendo ao seu calor, e se ele notasse? Olhou pra mim, tenso, sem sorriso. O toque de sua mão enquanto me ajudava com as notas.
- Não faça assim, não pode ser, não comigo...não posso dizer se é errado, mas não podemos, só quero ser bom.É pra isso que estou aqui...foi pra isso...
Se era assim por que me olhava tão fixamente, por que me dizer isso enquanto estava na minha frente, por que colocava as mãos em minhas pernas, não percebia como eu estava? Suas mãos firmes se agarraram a mim, um náufrago, onde lera isso ou talvez nunca lera, eu não queria sair dali, suas mãos continuavam em minhas pernas, toquei-as, segurei-as, agarrei-me a elas.
- Não quero também, nunca quis, vou embora.-O  corpo todo se recusava a obedecer,  as mãos fizeram um movimento contrário e encostaram em seu peito, a cabeça trêmula buscara o equilíbrio recontando-se nele.
- Você sabe o que está fazendo? O inferno que será sua vida? Todos olharão pra você e não te entenderão, eu sei disso. – Ainda assim segurou  minhas mãos, apertou-as com raiva, mas não só isso, desejo, tesão.
Não suportava mais aquilo. Que era isso? Eram homens, feitos pra dominar, pra controlar, nosso corpo pedia isso, nossa masculinidade. Levantou-se, brusco, com raiva dele, de si, do mundo.  Só conseguiu estar mais próximo, saber que ele também o queria, estranho sentir seu pênis duro ao encontro do dele.
- Não sou bicha- disse-lhe com raiva, lembrando-se do pai.
- Não, não é.
Corpos colados, línguas unidas, uma luta de homens, fortes, musculosos, recuos, avanços, as roupas arrancadas, pêlos enroscando-se, os corpos tesos, verdadeiros atletas olímpicos na arena, magnificamente belos. Amor estranho, estranho amor, mas ainda amor. Devaneios.

Pindaíba

Après Cellina Muniz


A REVISTA PINDAÍBA, UMA PUBLICAÇÃO INDEPENDENTE, ATREVIDA, METIDA A BESTA E CHEIA DE VONTADE DE POTÊNCIA, GRAÇA E INDIGINAÇÃO, IDEALIZADA, INSPIRADA E VIVENCIADA POR UMA CERTA MARGINÁLIA DA CIDADE DE FORTALEZA, CAPITAL DA TERRA DE IRACEMA, ESPECIALMENTE NO BAIRRO DO BENFICA, COMPLETA 10 ANOS EM SUA TERCEIRA EDIÇÃO. VIVA OS IMPRESSOS QUE DESORDENAM OUTRAS FORMAS DE SER E VIVER ARTE. VIDA LONGA À PINDAÍBA E AOS PINDAIBEIR@S!

Voltando à ativa

De uns tempos pra cá fico acordada por horas, rolando na cama que nem o Roberto Carlos imaginando textos e textos, mas não quero me expor no...